Bucelas - Desenvolvimento económico-social
 

A freguesia de Bucelas apresenta um núcleo antigo de dimensão considerável, com valor patrimonial e é gerador de centralidades pela sua integração na Rota dos Vinhos, pela sua oferta gastronómica e pela sua envolvente paisagística. A actual rede viária da freguesia apresenta uma estrutura radial, em que o centro é o aglomerado de Bucelas, acabando este por ser invadido por quase todo o trânsito automóvel (ligeiros e pesados) que queira atravessar a freguesia. Toda esta situação é agravada ainda pelo exíguo perfil de alguns arruamentos. A falta de lugares de estacionamento é um dos problemas diários desta vila, agravado nos dias de feira pela ocupação do único parque de estacionamento, levando a uma situação generalizada de ocupação desregrada por todo o aglomerado. Na generalidade, as ruas do núcleo antigo apresentam passeios estreitos (quando os há) e como atrás se referiu, muitas vezes são invadidos por carros. Esta situação origina grandes constrangimentos de tráfego e deficiente circulação pedonal por ausência ou exiguidade de passeios, pondo em causa a segurança de peões, nomeadamente dos alunos. Urge, portanto, a concretização da proposta da variante de Bucelas, de modo a desviar o trânsito automóvel do centro do aglomerado, a criação de parques de estacionamento e/ou áreas de estacionamento com o objectivo de descongestionar o núcleo antigo. A substituição do actual mercado municipal por um equipamento com mais potencialidades e com melhores acessibilidades é também uma necessidade premente sentida por todos.

Segundo dados do INE (Censos 1991 e 2001) a distribuição sectorial dos activos residentes em Bucelas em 2001 era a seguinte:

 

Bucelas tem uma forte tradição agrícola, não obstante ter regredido entre 1991 e 2001, o número de activos residentes afectos ao sector primário (cerca de 50%). Estão recenseadas 28% das explorações agrícolas do concelho, afectos sobretudo à vitivinicultura (89%), conforme dados do último recenseamento Geral Agrícola (1999). Bucelas constitui a freguesia mais exemplificativa da tradicional policultura saloia. São de salientar, além da tradicional e famosíssima vinha, os pomares com particular expressão no grupo dos frutos secos, as culturas de sequeiro (sobretudo forragens), as culturas cerealíferas, que assumem, actualmente, nesta freguesia a sua maior expressão em relação a todo o concelho, as pastagens, o olival e as culturas de regadio.

 

O sector secundário abrange 35% dos residentes, não obstante se ter verificado, na última década um decréscimo do seu peso. A indústria transformadora predomina sobre a construção civil, sendo de notar a importância relativa dos subsectores alimentar e metalúrgico.

 

Foi no subsector do comércio e reparação que se verificou um maior crescimento, que absorve 30% dos activos terciários residentes, seguido do da saúde e educação (17%). Uma das maiores empresas do concelho, a Transgás, está sedeada na freguesia (com mais de 200 empregados no ano 2000) conferindo grande impacte a nível local.



 

Pelo exposto pode concluir-se que há uma contradição entre a vocação agrícola dominante e o tecido social existente, em que há um reforço do predomínio do terciário como sector de actividade das populações. Esta contradição poderá estar associada à conclusão de novas acessibilidades e a fenómenos de urbanização dispersa em concelhos confinantes.

A maioria dos 3298 activos residentes da freguesia trabalhava (em 2001) na área do concelho de Loures, equivalendo a uma elevada taxa de retenção de emprego e a ao envolvimento de um grande número de habitantes em movimentos centrífugos de trabalho.

A taxa de desemprego na freguesia é de 4,15% (2001), tendo-se verificado um ligeiro recuo em relação aos dados dos Censos 1991. É, no entanto, uma das mais baixas, a nível do concelho.

Na Revisão do Plano Director Municipal são propostas estratégias de localização de actividades económicas ligadas ao sector terciário, na sede de freguesia e, em menor escala, nos demais aglomerados de nível inferior, a criação de um parque industrial, com a relocalização de unidades industriais dispersas e captação de novos investimentos, ao mesmo tempo que se preconiza o desenvolvimento turístico, na salvaguarda e revitalização do património cultural e natural do concelho e da freguesia em particular.


 
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